sexta-feira, 17 de julho de 2009

Isso não tem nome

Qual o mal no contemplar?
É o mundo novo que o outro se vai
E não se explica
É o indizível amor na nossa brincadeira de estar

Às vezes o sentir-se bem é tão forte
Que paralisa
Por que eu deveria querer outro gostar,
se é esse que ativa?
Um gatilho de memórias
Tem esse alvo, certeiro
Sentimento assim é melhor que não se veja
Um caminhar sorrateiro
É a calma da beleza

Mas é tua, tão tua, que é mais difícil que amarrar a lua
Esse brinquedo dos enamorados
Não dá pra exigir perto alguém tão grande
Eu sou o que sou diante de olhares desesperados:
é terno amar, doendo o que seja, o resto é gigante

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