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sábado, 18 de julho de 2009

Imaginário suicida



Vejo minha cabeça rolando pela Avenida Brasil
Escarlateando o asfalto
Espalhando a violência de um corpovazio
Uma tinta que não é permanente
Evapora como eu
Poeira de rodovia
E poeira já não sente
Só se abriga
Entre as carnes expostas do mundo que não me quis
Não acho que vou, sujo o sujo de mim
Mas não penso - só inexisto de matéria
Convivendo com o mesmo não que antecede o nascer
Do mundo viro uma pulsante artéria
Bombeando um pedido em sobressalto
De ser uno com o nada ao invés de um tudo amargo
E essa poesia na janela do teu carro
Nunca mais escrever


"I'll hit the bottom... and escape."

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Sobre silêncios e o entre

Eu tô ferrado. E preciso falar. Então eu retorno pr'esse mundo virtual à procura de pontes, nem que seja só pra ver o outro lado.

O silêncio preenche a alma quando se tem entre duas solidões. Quando se cala sozinho, é grito internalizado (quebrando tudo, espalhando na alma só pedaços).

Mas estamos aí. Porque o motivo pra viver é procurar um bom motivo pra fazê-lo. Porque o mais importante é o amor. É terno amar.

Desvios

Não acompanhei você
Caminhei ao seu lado
Minha cabeça girando de raiva
Só fui comprar cigarro

Até você pedir desculpas
Até o ponto
Que você vai olhar
Dentre tantos espaços pra caminhar
Não ande por aquelas ruas
Ali eu não me encontro

Vamos nos resolver, menina
A gente sempre tão junto
Nosso melhor assunto
É nossa sina

Eu não preciso de outra: teu mau humor, teu aperto, tua manha, teu beijo...
...e sua bagunça toda

Qual o fim dessa história?
Eu tô doido pra escutar
Tua resposta
Indicando um início
Reaproveitando nosso vício
Na surpresa de começar